Admiro profundamente Thomas Edison. Não apenas por suas invenções — que foram, e ainda são, fundamentais para todos nós — mas pelas frases marcantes que se tornaram verdadeiras lições de vida. Para mim, Edison foi muito mais do que um inventor: foi também um grande estrategista da comunicação, um “marqueteiro” visionário do seu tempo.

Entre tantas frases atribuídas a ele, três parecem especialmente atuais diante do cenário de mudanças, crises e transformações que vivemos hoje, sobretudo na área da Comunicação. São elas:

  1. “Talento é 1% inspiração e 99% transpiração.”
  2. “Inquietação e descontentamento são as primeiras necessidades para o progresso.”
  3. “Jamais fiz alguma coisa que valesse a pena por acidente. Minhas invenções aconteceram pelo trabalho.”

Essas ideias sempre me acompanharam. Desde os tempos da graduação em Comunicação Social, compreendi que a carreira em jornalismo exigia muito mais do que talento e dedicação aos estudos. Não bastava ser boa. Era necessário ser a melhor — e isso só se alcançava com esforço, disciplina e determinação.

Essa postura me levou a um caminho que eu jamais havia imaginado: as Relações Públicas, que se tornaram a essência da minha atuação profissional.

Mas o mundo mudou — e continua mudando em ritmo acelerado.

Um mercado em transformação

Nos últimos anos, convivemos com crises econômicas, processos de downsizing e rightsizing, internacionalização de empresas e a ascensão da comunicação digital. Em meio a esse cenário, muitos profissionais buscam fórmulas milagrosas para evitar o fantasma do desemprego e se recolocar em um mercado cada vez mais competitivo. Mas a verdade é que não existe receita pronta.

Na Comunicação, em especial, a revolução foi avassaladora. A convergência de mídias, prevista por especialistas há alguns anos, tornou-se realidade em ritmo ainda mais veloz do que imaginávamos. E isso trouxe exigências inéditas: profissionais multitarefas, multilíngues (e não apenas no inglês), flexíveis, empreendedores, colaborativos, conectados e com sede de inovação.

Esse novo perfil é desafiador, sobretudo para quem, como nós, mulheres maduras, foi preparada para outro modelo de mercado — mais linear, menos digital e infinitamente menos acelerado.

O novo valor do trabalho

Outra transformação significativa está no sentido do trabalho em nossas vidas. Crescemos acreditando que a realização vinha do emprego estável, capaz de garantir o salário que possibilitava consumir bens de marcas consolidadas. Essa lógica foi, durante décadas, o motor do marketing, da publicidade, da propaganda e até das relações públicas.

De repente, três jovens universitários — Larry Page, Sergey Brin e Mark Zuckerberg — mudaram tudo. Com Google e Facebook, derrubaram paradigmas e forçaram o mundo a repensar sua forma de se comunicar, consumir e viver.

O impacto foi imediato: agências de publicidade perderam espaço; empresas passaram a investir mais nas redes sociais do que em anúncios milionários; redações tradicionais encolheram ou fecharam portas; assessorias de imprensa tiveram que se reinventar.

O futuro nunca pareceu tão próximo — e, ao mesmo tempo, tão incerto.

Redescobrir-se: o maior desafio e a maior oportunidade

Em meio a tantas mudanças, há algo que precisa ser lembrado: antes da profissional, existe a mulher. Existe você.

E essa mulher tem dentro de si a capacidade de se reinventar, de adaptar-se às adversidades e de transformar desafios em conquistas.

Este é o momento de revisitar sua trajetória, resgatar projetos esquecidos, dar vida a sonhos que ficaram engavetados, explorar talentos que o dia a dia deixou adormecidos. Se você chegou até aqui, é porque tem força, resiliência e sabedoria. Agora é a hora de usar tudo isso a seu favor.

O medo do “e se não der certo” não pode mais ditar seus passos. O novo está diante de você — e dentro de você. Arriscar-se é investir em si mesma, no seu potencial, na sua capacidade de escrever uma nova história.

E se não for agora, quando será?


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